A cidade
Mineração de níquel em Barro Alto
Do primeiro indício de níquel, em 1934, à planta de ferroníquel que mudou a economia da cidade.
Atualizado em 4 de outubro de 2026 ✓ Informações verificadas em 4 de outubro de 2026
Barro Alto é, ao lado de Niquelândia, uma das cidades do níquel de Goiás. A planta de ferroníquel instalada no município é o maior empreendimento econômico da sua história.
Linha do tempo
Segundo documento público da Anglo American (Plano preliminar de fechamento de mina, 2020) e o Ibram:
| Ano | Marco |
|---|---|
| 1934 | Primeiros indícios de níquel silicatado na região |
| 1969–1996 | Pesquisas geológicas; criação da BAMISA (Barro Alto Mineração Ltda.) em 1972 |
| 1998–2000 | Nova sondagem; início dos estudos de engenharia e ambientais |
| 2002 | Anglo American adquire os direitos minerários |
| 2004 | Início da lavra; minério levado de caminhão à Codemin, em Niquelândia |
| dez. 2006 | Aprovação do projeto da planta de Barro Alto |
| mar. 2011 | Primeira corrida de metal |
| set. 2011 | Segunda linha em operação |
| 2016 | Capacidade nominal atingida; 5 anos de operação |
| fev. 2025 | Anúncio da venda do negócio de níquel no Brasil à MMG |
Como funciona a operação
- Lavra a céu aberto de minério saprolítico, segundo a Anglo American.
- O minério é processado na própria planta, que produz ferroníquel — liga usada sobretudo na fabricação de aço inoxidável.
- Capacidade: cerca de 36 mil toneladas de níquel por ano a plena carga. Em 2024, Barro Alto e Codemin produziram juntas 39,4 mil toneladas de níquel (Ibram).
- Investimento total: US$ 1,9 bilhão, dos quais cerca de US$ 300 milhões em meio ambiente (Anglo American, 2016).
- Água: captação no rio dos Patos e circuito de água descrito pela empresa como 100% fechado.
- Vida útil planejada: até 2040, segundo o plano de 2020.
- Empregos: mais de 900 empregados na planta em 2016, além de terceirizados.
Localização
A unidade fica na zona rural, a sudoeste da sede, com acesso pela GO-565, às margens da GO-080. Não é aberta à visitação turística.
A venda para a MMG
Em 18 de fevereiro de 2025, a Anglo American anunciou acordo para vender todo o seu negócio de níquel no Brasil — Barro Alto, Codemin e projetos em Mato Grosso e no Pará — à MMG Singapore Resources, do grupo MMG, por até US$ 500 milhões. Segundo a imprensa, o CADE aprovou a operação e, em junho de 2026, faltava a aprovação da Comissão Europeia. Até 4 de outubro de 2026 não encontramos confirmação de conclusão; atualizaremos esta página quando houver.
Impacto na cidade
- A chegada da planta coincidiu com a redução da pobreza: segundo a Anglo American, a parcela da população acima da linha da pobreza passou de 62,2% (2000) para 92,9% (2010).
- A CFEM paga ao município cresceu de cerca de R$ 1,9 milhão (2010) para R$ 19,8 milhões (2022), segundo levantamento estadual com dados da ANM.
- A planta impulsionou serviços, hospedagem e uma cadeia de fornecedores industriais — veja o guia comercial.
Além do níquel, o município tem extração de bauxita por outras empresas, segundo o mesmo levantamento.
Perguntas frequentes
Quem opera a mina de níquel de Barro Alto?
A Anglo American, que produz ferroníquel na cidade desde 2011. Em fevereiro de 2025 a empresa anunciou a venda do negócio de níquel no Brasil à MMG; em junho de 2026 a operação ainda aguardava aprovações regulatórias, segundo a imprensa.
Para que serve o ferroníquel produzido em Barro Alto?
Principalmente para a fabricação de aço inoxidável, segundo a Anglo American. A produção de Barro Alto atende em geral o mercado internacional.
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